7 de outubro de 2015

Este vídeo de Miguel Arroyo, um dos mais renomados sobre o assunto, foi realizado quando da sua vinda ao Paraná para iniciar as discussões sobre Currículo e Diversidade. É bastante interessante para quem quer saber um pouco mais sobre o assunto.

Educação para a Diversidade 2013/2014 - SEED PR


30 de dezembro de 2013

PARA ENFRENTAR O BULLYING

Nas últimas décadas, têm-se falado muito em bullying, tema que vem se destacando dentro do cenário acadêmico como uma entre várias dimensões da violência escolar. Mas, afinal, o que significa isso?
A palavra bullying, de origem inglesa, “é utilizada principalmente em relação aos atos agressivos de violência física ou psicológica, intencionais, repetidos e sem motivação evidente, praticados por um ou mais indivíduos”. Segundo Tatum e Herbert (citado em Fante & Pedra, 2008), é o desejo consciente e deliberado de maltratar uma outra pessoa e colocá-la sob tensão. É um termo utilizado na literatura de Psicologia sobre problemas da violência escolar, para nomear comportamentos agressivos e antissociais, capazes de causar dores e angústia com o objetivo de intimidar ou agredir a outra pessoa.
O termo bullying, no Brasil, é traduzido como o ato de assediar, atormentar, bulir, caçoar, constranger, depreciar, desmoralizar, desvalorizar, dominar, hostilizar, injuriar, oprimir, perseguir, ridicularizar, tripudiar, vexar, zombar, colocar apelidos jocosos, colocar em dúvida a masculinidade ou a feminilidade da vítima.
bullying geralmente é feito contra alguém que muitas vezes não consegue se defender e não entende os motivos daquela agressão gratuita. De acordo com Lopes Neto e Saavedra, o bullying compreende todas as atitudes executadas dentro de uma relação desigual de poder, tornando possível a intimidação da vítima. Essas ações geralmente acontecem onde não há uma supervisão de adultos ou esta é insignificante. As pessoas que testemunham o bullying geralmente são colegas que silenciam por medo de serem as próximas vítimas, mas sofrem sentindo muito medo e ansiedade.
A escola deveria ser um espaço de aprendizado de conteúdos acadêmicos e de favorecimento de situações que corroboram para o crescimento de cidadãos conscientes e críticos. No entanto, tem sido, infelizmente, palco de um tipo de violência silenciosa, cruel e que muitas vezes pode deixar sequelas nas vítimas, como baixa autoestima, dificuldades de aprendizagem, distúrbio do sono, transtornos alimentares, irritabilidade, depressão, transtornos de ansiedade, pensamentos destrutivos, como desejo de morrer, entre outros. “A maioria das escolas ainda não está preparada para o seu enfrentamento. Algumas por desconhecimento, outras por omissão, muitas por comodismo e negação do fenômeno” (Fante & Pedra, 2008).
Trabalhar para reduzir o bullying não é fácil, muitas pessoas desconhecem totalmente o problema, e para outras esse tipo de agressão significa apenas “brincadeirinha”. Portanto, pode ser que um projetoantibullying encontre muitos obstáculos na sua execução.
No Brasil, uma pesquisa realizada em 2010 com alunos de escolas públicas e particulares revelou que as humilhações típicas do bullying são comuns em alunos do 6º e 7º anos do ensino fundamental. Frente a esses dados, propomos, sob a ótica da prevenção, um projeto visando à construção da cidadania para alunos do 5º ou 6º ano do ensino fundamental, uma vez que um trabalho de conscientização constante ajuda a evitar que o problema se instale.
Projeto Assembleia de Alunos: ins­trumento de construção de cidadãos
ÁREAS DE ATIVIDADE:
Português, História, Artes.
NTERDISCIPLINARIDADE:
Com base nos conteúdos trabalhados nas assembleias, entre as seguintes áreas:
- Matemática: conceito de média simples e os cálculos necessários para sua determinação.
- Português: conceitos de diferentes tipos de texto – estatuto (normas de funcionamento), código de ética (normas de condutas), descrição e narração.
- Artes: trabalho de artesanato – construção do “pedidor de palavra”
OBJETIVOS:
- Promover a construção de conceitos éticos nos relacionamentos sociais.
- Desenvolver habilidade de participar de discussões dentro de princípios democráticos de justiça, igualdade e equidade.
- Discutir questões da rotina de sala de aula.
- Desenvolver reflexão sobre as posturas de convivência nos diversos ambientes sociais.
- Levar o aluno a pensar que valores, como cooperação, diálogo, tolerância e solidariedade, são utilizados em todas as situações do cotidiano.
- Estimular a criação de relacionamentos saudáveis, em que os colegas tolerem as diferenças e tenham senso de proteção coletiva e lealdade.
- Desenvolver, no grupo, a capacidade de se preocupar com o outro, construindo uma imagem positiva de si e de quem está no entorno.
MATERIAIS NECESSÁRIOS:
Caderno para anotar o desenrolar da assembleia.
Um pequeno sino ou qualquer outro objeto sonoro para que o presidente interrompa discussões ou restabeleça a ordem.
“Pedidores de palavra”: objeto construído pelos alunos para indicarem seu pedido de palavra (um palito de sorvete ou churrasco com um disco na ponta, decorado e que tenha o nome do aluno de forma visível).
Um relógio com ponteiros de minutos e segundos que fique à vista de todos e que possa ser usado pelo presidente para controlar o tempo da assembleia e das falas concedidas.
Cadeiras em círculo, uma mesa para o presidente (marcada com uma toalha ou vaso de flores ou qualquer objeto de decoração que mostre a importância e a responsabilidade da função), uma mesa para o secretário, bem como caderno, lápis e borracha.
DESENVOLVIMENTO:
A cada reunião, a turma deve eleger um secretário e um presidente. A rotatividade dos cargos permite que todos experimentem o desenrolar da função, ampliando a vivência de diferentes papeis no decorrer das atividades. As responsabilidades do presidente e do secretário são apresentadas pelo professor em atividade anterior à primeira assembleia. As eleições permitem evolução de posturas e aprimorando, trazendo à consciência os critérios dos eleitores.
Cabe ao presidente conduzir a reunião, assessorado pelo professor de classe, que pode interromper ou encerrar a reunião quando julgar adequado.
Cabe ao secretário anotar as de­mandas e as decisões assumidas pela assembleia. Fazer uma ata ainda é muito difícil para essa faixa de desenvolvimento, portanto opta-se por registrarem-se as demandas apresentadas e as decisões votadas e aceitas pelo grupo.
A assembleia, em primeira reunião, elaborará seu código de conduta, que será impresso e distribuído a todos os participantes. Esse código também pode ficar exposto na sala de aula para consulta dos interessados. Anteriormente à primeira assembleia, o professor apresentará ao grupo regras aceitas em assembleias. Ler e discutir esse tipo de texto faz com que os alunos se preparem para construir o seu próprio código. Alguns exemplos podem ser apresentados, como:
- Os alunos escolhem o tema do dia, entre os apresentados por votação direta, sendo escolhido o caso que obtiver maioria simples;
- Não mencionar nomes;
- Falar um aluno por vez;
- Procurar ser descritivo ou narrativo, evitando o tom de reprovação;
- O aluno poderá mostrar-se indignado, porém não entrará em discussões pessoais;
- Aproveitar oportunidade para elogiar ou agradecer e, nesse caso, o uso de nomes não é restringido.
A assembleia poderá ser iniciada com todos cantando uma canção significativa à atividade como É preciso saber viver (Roberto Carlos, Erasmo Carlos), na versão gravada pelo grupo Titãs.
O presidente abre a discussão, perguntando quem gostaria de iniciar a pauta, e vai listando na lousa os assuntos sugeridos e que serão objeto de eleição. Exemplo de sugestões anotadas:
- Mau uso do banheiro masculino;
- Atropelamento na fila da cantina;
- Uso de palavrões na recreação;
- Uso de apelidos pejorativos;
- Zoar o colega durante a aula ou fora dela.
As crianças precisam refletir e encontrar uma ou mais soluções para os problemas. Quando a solução encontrada necessitar da execução de alguma tarefa, esta pode ser delegada a algum aluno ou grupo de alunos, em comum acordo com o professor (exemplos: a elaboração de um cartaz, a limpeza e manutenção de um local, uma carta aos pais pedindo colaboração, etc.).
8 Para se introduzir o tema bullying, propor que seja realizada uma pesquisa com alunos dos 6º, 7º, 8º e 9º anos, sem que sejam identificados, aplicando o questionário ao lado para verificar como os alunos se relacionam.
9 As informações, depois de compiladas, devem ser levadas à assembleia e servem de base para discussões sobre como estimular a cordialidade e o respeito entre os colegas.
AVALIAÇÃO:
Avaliar as atitudes dos alunos quanto à construção de cidadania em seu conví­vio diário, observando:
- O fortalecimento da autoestima dos alunos;
- O desenvolvimento do senso crítico;
- O enfrentamento adequado nos conflitos sociais, como: questionamentos referentes a preconceitos morais, étnicos, homofóbicos e religiosos.
A avaliação pode ser feita com base nas contribuições individuais ou das contribuições do grupo, assim como a partir do envolvimento dos(as) alunos(as) na atividade.
Nas últimas décadas, têm-se falado muito em bullying, tema que vem se destacando dentro do cenário acadêmico como uma entre várias dimensões da violência escolar. Mas, afinal, o que significa isso?
A palavra bullying, de origem inglesa, “é utilizada principalmente em relação aos atos agressivos de violência física ou psicológica, intencionais, repetidos e sem motivação evidente, praticados por um ou mais indivíduos”. Segundo Tatum e Herbert (citado em Fante & Pedra, 2008), é o desejo consciente e deliberado de maltratar uma outra pessoa e colocá-la sob tensão. É um termo utilizado na literatura de Psicologia sobre problemas da violência escolar, para nomear comportamentos agressivos e antissociais, capazes de causar dores e angústia com o objetivo de intimidar ou agredir a outra pessoa.
O termo bullying, no Brasil, é traduzido como o ato de assediar, atormentar, bulir, caçoar, constranger, depreciar, desmoralizar, desvalorizar, dominar, hostilizar, injuriar, oprimir, perseguir, ridicularizar, tripudiar, vexar, zombar, colocar apelidos jocosos, colocar em dúvida a masculinidade ou a feminilidade da vítima.
bullying geralmente é feito contra alguém que muitas vezes não consegue se defender e não entende os motivos daquela agressão gratuita. De acordo com Lopes Neto e Saavedra, o bullying compreende todas as atitudes executadas dentro de uma relação desigual de poder, tornando possível a intimidação da vítima. Essas ações geralmente acontecem onde não há uma supervisão de adultos ou esta é insignificante. As pessoas que testemunham o bullying geralmente são colegas que silenciam por medo de serem as próximas vítimas, mas sofrem sentindo muito medo e ansiedade.
A escola deveria ser um espaço de aprendizado de conteúdos acadêmicos e de favorecimento de situações que corroboram para o crescimento de cidadãos conscientes e críticos. No entanto, tem sido, infelizmente, palco de um tipo de violência silenciosa, cruel e que muitas vezes pode deixar sequelas nas vítimas, como baixa autoestima, dificuldades de aprendizagem, distúrbio do sono, transtornos alimentares, irritabilidade, depressão, transtornos de ansiedade, pensamentos destrutivos, como desejo de morrer, entre outros. “A maioria das escolas ainda não está preparada para o seu enfrentamento. Algumas por desconhecimento, outras por omissão, muitas por comodismo e negação do fenômeno” (Fante & Pedra, 2008).
Trabalhar para reduzir o bullying não é fácil, muitas pessoas desconhecem totalmente o problema, e para outras esse tipo de agressão significa apenas “brincadeirinha”. Portanto, pode ser que um projetoantibullying encontre muitos obstáculos na sua execução.
No Brasil, uma pesquisa realizada em 2010 com alunos de escolas públicas e particulares revelou que as humilhações típicas do bullying são comuns em alunos do 6º e 7º anos do ensino fundamental. Frente a esses dados, propomos, sob a ótica da prevenção, um projeto visando à construção da cidadania para alunos do 5º ou 6º ano do ensino fundamental, uma vez que um trabalho de conscientização constante ajuda a evitar que o problema se instale.
Projeto Assembleia de Alunos: ins­trumento de construção de cidadãos
ÁREAS DE ATIVIDADE:
Português, História, Artes.
NTERDISCIPLINARIDADE:
Com base nos conteúdos trabalhados nas assembleias, entre as seguintes áreas:
- Matemática: conceito de média simples e os cálculos necessários para sua determinação.
- Português: conceitos de diferentes tipos de texto – estatuto (normas de funcionamento), código de ética (normas de condutas), descrição e narração.
- Artes: trabalho de artesanato – construção do “pedidor de palavra”
OBJETIVOS:
- Promover a construção de conceitos éticos nos relacionamentos sociais.
- Desenvolver habilidade de participar de discussões dentro de princípios democráticos de justiça, igualdade e equidade.
- Discutir questões da rotina de sala de aula.
- Desenvolver reflexão sobre as posturas de convivência nos diversos ambientes sociais.
- Levar o aluno a pensar que valores, como cooperação, diálogo, tolerância e solidariedade, são utilizados em todas as situações do cotidiano.
- Estimular a criação de relacionamentos saudáveis, em que os colegas tolerem as diferenças e tenham senso de proteção coletiva e lealdade.
- Desenvolver, no grupo, a capacidade de se preocupar com o outro, construindo uma imagem positiva de si e de quem está no entorno.
MATERIAIS NECESSÁRIOS:
Caderno para anotar o desenrolar da assembleia.
Um pequeno sino ou qualquer outro objeto sonoro para que o presidente interrompa discussões ou restabeleça a ordem.
“Pedidores de palavra”: objeto construído pelos alunos para indicarem seu pedido de palavra (um palito de sorvete ou churrasco com um disco na ponta, decorado e que tenha o nome do aluno de forma visível).
Um relógio com ponteiros de minutos e segundos que fique à vista de todos e que possa ser usado pelo presidente para controlar o tempo da assembleia e das falas concedidas.
Cadeiras em círculo, uma mesa para o presidente (marcada com uma toalha ou vaso de flores ou qualquer objeto de decoração que mostre a importância e a responsabilidade da função), uma mesa para o secretário, bem como caderno, lápis e borracha.
DESENVOLVIMENTO:
A cada reunião, a turma deve eleger um secretário e um presidente. A rotatividade dos cargos permite que todos experimentem o desenrolar da função, ampliando a vivência de diferentes papeis no decorrer das atividades. As responsabilidades do presidente e do secretário são apresentadas pelo professor em atividade anterior à primeira assembleia. As eleições permitem evolução de posturas e aprimorando, trazendo à consciência os critérios dos eleitores.
Cabe ao presidente conduzir a reunião, assessorado pelo professor de classe, que pode interromper ou encerrar a reunião quando julgar adequado.
Cabe ao secretário anotar as de­mandas e as decisões assumidas pela assembleia. Fazer uma ata ainda é muito difícil para essa faixa de desenvolvimento, portanto opta-se por registrarem-se as demandas apresentadas e as decisões votadas e aceitas pelo grupo.
A assembleia, em primeira reunião, elaborará seu código de conduta, que será impresso e distribuído a todos os participantes. Esse código também pode ficar exposto na sala de aula para consulta dos interessados. Anteriormente à primeira assembleia, o professor apresentará ao grupo regras aceitas em assembleias. Ler e discutir esse tipo de texto faz com que os alunos se preparem para construir o seu próprio código. Alguns exemplos podem ser apresentados, como:
- Os alunos escolhem o tema do dia, entre os apresentados por votação direta, sendo escolhido o caso que obtiver maioria simples;
- Não mencionar nomes;
- Falar um aluno por vez;
- Procurar ser descritivo ou narrativo, evitando o tom de reprovação;
- O aluno poderá mostrar-se indignado, porém não entrará em discussões pessoais;
- Aproveitar oportunidade para elogiar ou agradecer e, nesse caso, o uso de nomes não é restringido.
A assembleia poderá ser iniciada com todos cantando uma canção significativa à atividade como É preciso saber viver (Roberto Carlos, Erasmo Carlos), na versão gravada pelo grupo Titãs.
O presidente abre a discussão, perguntando quem gostaria de iniciar a pauta, e vai listando na lousa os assuntos sugeridos e que serão objeto de eleição. Exemplo de sugestões anotadas:
- Mau uso do banheiro masculino;
- Atropelamento na fila da cantina;
- Uso de palavrões na recreação;
- Uso de apelidos pejorativos;
- Zoar o colega durante a aula ou fora dela.
As crianças precisam refletir e encontrar uma ou mais soluções para os problemas. Quando a solução encontrada necessitar da execução de alguma tarefa, esta pode ser delegada a algum aluno ou grupo de alunos, em comum acordo com o professor (exemplos: a elaboração de um cartaz, a limpeza e manutenção de um local, uma carta aos pais pedindo colaboração, etc.).
8 Para se introduzir o tema bullying, propor que seja realizada uma pesquisa com alunos dos 6º, 7º, 8º e 9º anos, sem que sejam identificados, aplicando o questionário ao lado para verificar como os alunos se relacionam.
9 As informações, depois de compiladas, devem ser levadas à assembleia e servem de base para discussões sobre como estimular a cordialidade e o respeito entre os colegas.
AVALIAÇÃO:
Avaliar as atitudes dos alunos quanto à construção de cidadania em seu conví­vio diário, observando:
- O fortalecimento da autoestima dos alunos;
- O desenvolvimento do senso crítico;
- O enfrentamento adequado nos conflitos sociais, como: questionamentos referentes a preconceitos morais, étnicos, homofóbicos e religiosos.
A avaliação pode ser feita com base nas contribuições individuais ou das contribuições do grupo, assim como a partir do envolvimento dos(as) alunos(as) na atividade.
 Autora: Quézia Bombonatto, professora dos ensinos fundamental, médio e superior, psicopedagoga e presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia – ABPp. E-Autora: Quézia Bombonatto, professora dos ensinos fundamental, médio e superior, psicopedagoga e presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia – ABPp. e-mail quezia@bombonatto.com.br
Coautora: Edimara Lima, pedagoga, psicopedagoga e diretora da Escola Prima Montessori, de São Paulo.


A Resistência do professor diante das Novas Tecnologias

Por: Rogério J. A. Damasceno
Fundação José Augusto Vieira
Faculdade José Augusto Vieira - FJAV
Curso: Licenciatura em Letras Português/ Inglês
Disciplina: Técnicas e Recursos Audiovisuais
Orientador: Paulo Roberto Boa Sorte Silva


Jeane de Oliveira Lima[1]
Maria Nascimento de Andrade[2]
Rogério José de Almeida Damasceno[3]
RESUMO:
Este artigo apresenta uma reflexão sobre o uso das novas tecnologias na educação que se encontra num estágio de rejeição no processo de aceitabilidade, por parte dos profissionais da educação, das novas ferramentas tecnológicas na sua prática pedagógica. A partir da preocupação em relação à formação futuros pensadores, pesquisadores e críticos da nossa sociedade, foi desenvolvida uma reflexão discursiva sobre as tecnologias e seu uso enquanto ferramenta pedagógica para a melhoria da qualidade no processo de ensino-aprendizagem, com base em teorias cientificas fundamentadas e em artigos científicos de publicação em rede mundial.
1 Introdução
As tecnologias sempre existiram, mesmo que não reconhecidas por essa nomenclatura. Elas são as ferramentas que usamos para solucionar, da melhor forma, questões as quais levariam, talvez, muito tempo para resolvê-las, tornando mais prático e confortável o processo de excussão das nossas atividades diárias. As novas tecnologias estão em todo e qualquer lugar, seja em fábricas ou nas demais empresas dos mais diversos segmentos, não ficando de fora, é claro, o setor educacional e, influenciando no processo de ensino-aprendizagem. Sabemos que essas ferramentas vêm a facilitar a forma do trabalho dentro e fora das escolas, o que não quer dizer que essa facilidade seja vista por todos com bons olhos, pois, há uma grande quantidade de profissionais da educação, principalmente professores, que não aceitam as novas tecnológicas como instrumento transformador na sua prática pedagógica. Essa rejeição muitas vezes se dá devido à falta de conhecimento, por parte desses, sobre a forma como utilizá-las para adquirir praticidade no processo de ensino-aprendizagem. Se as novas tecnologias educacionais não são usadas torna cada vez mais difícil o processo de inclusão digital tão discutido e esperado. O que não quer dizer que o uso desordenado dessas tecnologias será bem aproveitado, pois o que importa é saber usar-las e não apenas usá-las.
2 Tecnologia
Tecnologia é conhecimento, interpretação, aplicação e/ou estudo de técnica e de suas variáveis, enquanto aplicação e aplicativo, ao longo da história e em determinada sociedade. É um termo muito abrangente que envolve conhecimentos técnicos e científicos, este sugere objetos que são suas ferramentas, que usamos para aplicar em cada contexto. Não só as ferramentas técnicas, como as máquinas, como também os conhecimentos. Sendo assim, todo processo utilizado para facilitar ou resolver problemas é uma forma de tecnologia, obviamente sendo aplicada ao seu contexto especifico, auxiliando-nos na busca de solução dos problemas, de forma prática, com segurança e em tempo reduzido. Segundo Daniel, “Tecnologia é a aplicação do conhecimento cientifico, e de outras formas de conhecimento organizado, a tarefa prática por organizações compostas de pessoal e maquinas” (Daniel 2003:26 apud Zanela, 2007:1).
O termo “tecnologia” tem ligação forte com um movimento surgido na Inglaterra em meados do século XVIII: a Revolução Industrial, denominada assim por ser a responsável pelo avanço das maquinas sobre a manufatura. O que para o liberalismo econômico teriam muitos benefícios, de forma que aumentaria a produção, aumentando o lucro de pessoal, podendo também fazer os produtos caírem de preço.
Uma tecnologia nova é oriunda de tecnologias já existentes, tornando-se ultrapassada a partir dessa, ou seja, sendo um novo método para resolução de problemas. Sempre surge para executar tarefas que a existente não tem suporte ou para executar tarefas em menor tempo que a tecnologia que já existe: o chamado aperfeiçoado ou evolução objetivando redução de tempo na execução da atividade, redução de custo e aumento de lucros. As tecnologias e seus avanços são frutos do capitalismo. A evolução da humanidade a partir da descoberta do fogo, da roda, da energia etc., é um exemplo claríssimo de análise diacrônica da história das tecnologias. “A invenção da imprensa por Gutemberg em 1442 foi a primeira grande revolução tecnológica na história da cultura humana [...]”. (PAIVA, 2008. p.2).
Hoje, usamos a tecnologia para nos divertir, fazer amizades, trabalhar, cuidar da saúde, nos comunicar, etc. As tecnologias são tão presentes em nossas vidas que chegam a mudar a forma como trabalhamos ou pensamos e, levando-nos assim, a mudar o nosso modo de vida tornando-o mais fácil e prático.
3 Tecnologia e Educação
Quando se fala em recursos tecnológicos, pensa-se logo na televisão, no telefone e, principalmente, no computador. Mas em se tratando de educação qualquer meio de comunicação que completa a ação do professor é uma ferramenta tecnológica na busca da qualidade do processo de ensino-aprendizagem. Exemplos disso são: o quadro negro e o giz, umas das ferramentas mais antigas e mais usadas na sala de aula..
A Internet é a nova tecnologia que tem se mostrado eficiente na transmissão de informações e na comunicação, importantíssima na construção do conhecimento. Através dela é possível fazer os mais diversos tipos de pesquisas, ter acesso a conteúdos completos de livros, revistas, bem como comunicar-se com o mundo adquirindo informações em tempo real bem próximo à comunicação face a face. Mediada através do computador uma potente ferramenta que nos proporciona inúmeras formas de uso na educação, mesmo sem o uso da rede mundial de computadores, a internet, nos propicia o rompimento da barreira do tempo e do espaço nos mais variados seguimentos. Mas é essa potente máquina composta componentes simples interligados, o computador, que nos permite o acesso a esse grande potencial na mediação de informações permitindo a interação global através dos mais variados meios agrupando, assim, todas as tecnologias de comunicação já inventadas pelo homem transformando-se no aliado perfeito na busca do conhecimento.
A tecnologia da informática evoluiu rapidamente e o computador e seus periféricos, além do correio e do telégrafo, passaram a integrar todas as tecnologias da escrita, de áudio e vídeo já inseridas na sociedade: máquina de escrever, imprensa, gravador de áudio e vídeo, projetor de slides, projetor de vídeo, radio, televisão, telefone, e fax. (PAIVA, 2008. p.9).
Com a evolução tecnológica, a comunicação através da Internet, surge como a forma mais viável de suprir essa necessidade, do homem moderno, de comunicar-se rapidamente sem a necessidade de estarem no mesmo local ou até no mesmo momento.
O homem por ser altamente comunicativo utiliza-se de vários meios para manter sua comunicação: imagens, símbolos, sinais, gravuras, sons e muitos outros, além da escrita e da fala. Com a evolução da linguagem percebemos que os signos lingüísticos vêm sofrendo modificações na comunicação oral e consequentemente na escrita perdendo elementos da sua composição. Com o avanço da comunicação através das mensagens instantâneas isso tem acontecido constantemente porque o homem moderno, na sociedade capitalista, necessita das informações no menor tempo possível. Os signos lingüísticos são reduzidos objetivando a diminuição do tempo de transmissão de mensagens e aceleração na comunicação. As ferramentas tecnológicas, hoje, são instrumentos eletrônicos indispensáveis no processo de evolução prática da comunicação. Com essa nova forma de comunicação, o homem passa a obter uma enorme quantidade de informações em curto espaço de tempo não sendo possível seu armazenamento, pois, nosso cérebro não funciona com tamanha rapidez.
Com o domínio da informática, o homem passou a dominar inúmeras novas tecnologias, sem desprezar as já existentes, reportando-nos, por exemplo, a tecnologia educacional, denominadas por Zanela de TIC. “Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC), é o conjunto de tecnologias microeletrônicas, informáticas e de telecomunicações, que produzem, processam, armazenam e transmitem dados em forma de imagens, vídeos textos ou áudios.” (ZANELA, 2007. p.25).
Mas seu uso constante sem planejamento orientado vem tornado-se um grande problema. Fortalece argumentos por parte de alguns profissionais da educação como suporte ideário de resistência no processo de adesão das novas tecnologias como ferramenta pedagógica essencial no processo de ensino-aprendizagem. Este processo é apresentado, por Paiva, numa classificação em estágios: rejeição, adesão e normalização.
Quando surge uma nova tecnologia, a primeira atitude é de desconfiança e de rejeição. Aos poucos, a tecnologia começa a fazer parte das atividades sociais da linguagem e a escola acaba por incorporá-la em suas práticas pedagógicas. Após a inserção, vem o estágio da normalização, definido por Chambers e Bax (2006, p.465) como um estado em que a tecnologia se integra de tal forma ás práticas pedagógicas que deixa de ser vista como cura milagrosa ou como algo a ser temido. (PAIVA, 2008. p.1).
4 A relação dialética entre a adesão e a crítica às novas tecnologias
A educação desprovida de novas tecnologias resumida ao uso das tecnologias antigas e no simples discurso do professor admite que o espaço da aula transfigure-se num ambiente de monotonia sem estímulo algum aos principais elementos de mobilidade do processo. Cabe ao professor buscar o conhecimento sobre o uso adequado das novas tecnologias, uma vez que todo e qualquer instrumento utilizado para mediar à interação professor/aluno é considerado ferramenta tecnológica.
Os educadores devem ter um papel dentro da sociedade que vai muito além do fazer de conta. É papel do educador possibilitar a inserção na comunidade estudantil de serviços que ajudem no seu desenvolvimento, além de, pesquisas a fim de contribuir, de alguma forma, para o crescimento intelectual dos alunos. É necessário ainda que haja uma interação entre educador e sociedade para que juntos detectem os problemas e as deficiências existentes, em especial nas escolas públicas, no que diz respeito ao alcance das novas tecnologias e busquem soluções eficientes que levem ao desenvolvimento adequado do processo de ensino/aprendizagem.
Quando pensamos em tecnologia a favor da educação, devemos vê-la como um conjunto de ferramentas que proporciona ao professor várias vantagens, como a praticidade para adquirir as informações necessárias à construção do conhecimento ao longo da sua vida. A soma dos métodos antigos com as novas descobertas lingüísticas e tecnológicas vem dando aos professores, que a aderiu, suporte necessário no desenvolvimento das suas atividades.
Usar a tecnologia a favor da educação é saber utilizá-la como suporte auxiliar na busca da qualidade do processo educacional. “Tecnologia é um conjunto de discursos, práticas, valores e efeitos sociais ligados a uma técnica particular num campo particular” (BELLONI, 1997. p.53). Os novos recursos tecnológicos são para ajudar o professor no processo de ensino aprendizagem e cabe ao professor perceber qual recurso deve, quando e como usar.
A pesquisa científica deve fazer parte da vida do educador. Assim o professor supera um conhecimento já existente sobre um determinado assunto e abre um novo mundo de descoberta por meio da curiosidade e do interesse de cada um sabendo, claro, separar o que é seu, do que é do outro, respeitando as informações que foram obtidas por meio desta busca.
O educador precisa ser flexível, paciente ou crítico naquilo que se propõe fazer e ser. Esse mesmo compromisso deve assumir ao orientar seus alunos para a vida. Mostrar ao jovem aluno que é necessário sempre fazer uma seleção coerente e planejar tudo que se pretende alcançar. Assim também deve acumular conhecimentos de modo que venha atender às exigências que a vida pode estar propondo futuramente.
De acordo com Zanela, vemos que os instrumentos tecnológicos utilizados na educação desde o marco da sua História estão, até hoje, em uso nas salas de aula. A visão inovadora, na comunicação e transmissão de informações, trazida pelas novas tecnologias são instrumentos importantíssimos de transformação dando-lhe “[...] um novo sentido no processo de ensinar desde que consideremos todos os recursos tecnológicos disponíveis, que estejam em interação com o ambiente escolar no processo de ensino-aprendizagem” (ZANELA, 2007. p.26).
A Educação sempre foi e sempre será um processo composto de detalhes que se utiliza de algum meio de comunicação como instrumento ou suporte visando alcançar a qualidade no processo de ensino/aprendizagem e objetivando o melhor desempenho na ação do professor, na interação pessoal e direta com seu público. “A educação é e sempre foi um processo complexo que utiliza a medida de algum tipo de meio de comunicação como complemento ou apoio à ação do professor em sua interação pessoal e direta com os estudantes”. (BELLONI, 1999. p.54).
As tecnologias na escola elevarão o nível de desenvolvimento dos sentidos, e as novas tecnologias estimularão a ampliação dos limites dos sentidos e com isso o potencial cognitivo do ser humano. As ferramentas tecnológicas vêm provocando visíveis transformações nos métodos de ensinar e na própria forma do discurso escrito que apresentam considerável adaptação ás novas tecnologias.
A resistência à aquisição de novos conhecimentos é um fator negativo no processo de formação cultural intelectual do individuo na relação ensino-aprendizagem. Assim, como enfrentar os novos desafios? Como mostrar para seus alunos os caminhos da inclusão e participação social?
Ensinar com a Internet será uma revolução, se mudarmos simultaneamente os paradigmas do ensino. Caso contrário servirá somente como um verniz, um paliativo ou uma jogada de marketing para dizer que o nosso ensino é moderno e cobrar preços mais caros nas já salgadas mensalidade. (MORAN, 2008. p.8).
Como ferramenta pedagógica, a Internet deve ser utilizada com cautela para que não prejudique o desenvolvimento de suas principais habilidades como o saber-fazer, dando-lhe informações prontas que podem ser “copiadas e coladas” sem sequer ter sido feita uma leitura prévia. Essa prática tem sido comum e vem despertando a aplicação, por parte de alguns administradores, da censura restringindo o uso da internet e impedindo o acesso, principalmente, de páginas sociais como Orkut, MSN e mesmo a vídeos do You Tube. Os problemas, no entanto, não param por aí. As novas tecnologias usadas na educação requerem professores capacitados que saibam como utilizá-las em benefícios do aprendizado do aluno, mas o que se percebe é uma reação negativa de muitos educadores a essas inovações. Muitos insistem em utilizar métodos tradicionais de ensino por não saberem lidar com novos instrumentos tecnológicos. “[...] o homem está irremediavelmente preso ás ferramentas tecnológicas em uma relação dialética entre a adesão e a critica ao novo”. (PAIVA, 2008. p.1).
A adesão das novas tecnologias na educação é extremamente importante, uma vez que facilita o acesso ao conhecimento e permite que o aprendiz tenha autonomia para escolher entre as diversas fontes de pesquisas. “Os recursos da web 2 oferecem ao aprendiz tecnologia que lhe permite, efetivamente, usar a língua em experiência diversificadas de comunicação”. (PAIVA, 2008. p.10). As novas tecnologias levarão o homem a uma evolução mais rápida e ao conhecimento mais preciso. É necessário, apenas, dominá-las.
5 Considerações Finais
Este artigo buscou refletir sobre o uso das novas tecnologias na educação, visto a evidente necessidade de acender uma nova visão no processo de ensino-aprendizagem. Tendo como obstáculo peculiar a resistência por parte de profissionais que se encontram inseridos num mundo de práticas pedagógicas tradicionais não permitindo a facilidade na luta pela mudança no processo de normalização das novas tecnologias na educação.
6 Referências
ZANELA, Mariluci. O Professor e o “laboratório” de informática: navegando nas suas percepções. 43f. Dissertação (Mestrado em Educação). Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2007. (p. 25-27).
BELLONI, Maria Luiza. Educação a Distância. 2.ed. São Paulo: Editora Autores Associados, 1999. (p.53-77).
LÉVY, Pierre. Cibercultura. Tradução de Carlos Irineu da Costa.. 2.ed. São Paulo: Editora 34, 2003. (p.157-167).
FERRETTI, Celso João et. al: (org). Novas Tecnologias, trabalho e Educação: um debate multidisciplinar. 9.ed. Petrópolis: Editora Vozes, 2003. (p.151-166).
MENEZES, Vera (org). Interação e aprendizagem em ambiente virtual. Belo Horizonte: Editora Fale – UFMG; 2001. (p.15-36).
MORAN, José Manuel. Como utilizar a Internet na Educação. Disponível em <www.scielo.br/pdf/ci/v26n2/v26n2-5.pdf > Acesso em 2 ago.2008.
PAIVA, Vera Lúcia Menezes de Oliveira. O Uso da Tecnologia no Ensino de Línguas Estrangeira: breve retrospectiva histórica. Disponível em <www.veramenezes.com/techist.pdf> acesso em 2 ago. 2008.
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[1] Acadêmica em Letras Português/Inglês do 7º período, pela Faculdade José augusto Vieira - FJAV, em Lagarto-Se.
[2] Acadêmica em Letras Português/Inglês do 7º período, pela Faculdade José augusto Vieira - FJAV, em Lagarto-Se.
[3] Acadêmica em Letras Português/Inglês do 7º período, pela Faculdade José augusto Vieira - FJAV, em Lagarto-Se. Acadêmico do 1º período do curso de Licenciatura em Matemática, pela UFBA - UAB do polo de Itapicuru-Ba. Professor do Ensino Fundamental I do Colégio João da Costa Pinto Dantas Júnior em Lagoa Redonda, município de Itapicuru-Ba e Professor de Língua Inglesa do Ensino Fundamental II e Ensino Médio do Institudo Educacional Cecília Meireles, municipio de Tobias Barreto-Se.

EDUCADOR EMPREENDEDOR

Ao abordar a palavra educação, intuitivamente fazemos sua associação ao ensino, aprendizagem, escola, família, instrução, etc. Contudo, o conceito de educação está sendo ampliado, alcançando outros espaços formais e não-formais. Assim, também, quando pensamos sobre a ideia de empreendedorismo, geralmente fazemos a associação à capacidade de criar novas oportunidades, gerir empresas, alcançar sucesso, gerar emprego, renda e riqueza. Mas empreendedorismo vai muito além do que tudo isso pressupõe. Ele implica na realização do indivíduo por meio de atitudes de inquietação, ousadia em busca de um crescimento pessoal e coletivo, por meio do desenvolvimento da capacidade intelectual para investigar e solucionar problemas, tomar decisões, ter iniciativa, autonomia e orientação inovadora, competências que cada vez mais são exigidas na formação profissional e valorizadas no mundo do trabalho. De acordo com Fernando Dolabela, em Pedagogia empreendedora (Editora de Cultura), o educador deve assumir o lugar de protagonista no processo.
Inovar, como atividade inerente ao empreendedorismo, torna-se uma maneira de aprender a ser empreendedor. Estabelecer uma relação entre inovação e empreendedorismo é uma forma de promover a educação empreendedora.
A Pedagogia Empreendedora conta com a participação ativa da gestão e dos educadores. Ela busca reconhecer e trabalhar as individualidades capazes de, dialeticamente, “refazer” a realidade que não mais atende aos interesses da coletividade. Para que isso se torne possível, é imprescindível que os educadores invistam em seu crescimento e desenvolvimento profissional, buscando uma relação com a realidade que seja questionadora, inovadora e reflexiva.
A Pedagogia Empreendedora é um ambiente para a construção conjunta do conhecimento, é um ambiente de preparação para a vida, com condições favoráveis para o educando desenvolver o sentimento de competência e fortalecer a autoestima que advém da sua imersão em um sistema de aprendizagem que tenha como eixo as relações que ele estabelece consigo mesmo e com o mundo, possibilitando uma formação significativa, que leva em conta suas bagagens existencial, cognitiva, afetiva e social.
Enfim, empreender implica um investimento pessoal, um trabalho livre e criativo sobre os projetos próprios, sustentáveis, com vista à construção de uma identidade, que é também uma identidade profissional, e nesse processo alcançar o objetivo principal da escola, que é o de desenvolver uma aprendizagem de qualidade, na qual o educando pode ser inserido e ter acesso a diversos saberes.

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